Escapulário de Nossa Senhora do Carmo » A suicida que volta à vida
Nas primeiras décadas deste século morreu uma Superiora das Irmãzinhas dos Pobres, em Paris. Quando viva, ela gostava de contar por que se fizera religiosa.
Falecendo-lhe o pai no interior da França, resolveu ir com a mãe para Paris, onde instalou um pequeno ateliê de costura. Muito trabalhadora e ajuizada, foi acumulando pequena fortuna. Então a mãe, já idosa, contraiu câncer. Para dedicar-se inteiramente à enferma, a quem muito amava, a filha fechou seu ateliê. depois de dois anos de cuidados, a mãe faleceu santamente. A dedicada filha viu-se então não somente só no mundo, mas também arruinada, porque tinha gasto todas as economias com a mãe.
Pelas cinco horas da manhã, providencialmente uma amiga do interior, que chegava a Paris, bateu à sua porta. Como ninguém respondesse, sentindo cheiro de fumaça, com a ajuda de vizinhos conseguiu arrombar a porta encontrando a jovem morta.
Nesse momento, também, providencialmente, entrava no mesmo prédio para atender um doente o célebre Dr. Récamier, médico, devotíssimo da Virgem Maria e um verdadeiro apóstolo. Declarou ele que nada mais havia a fazer, pois a jovem estava morta, e bem morta.
Mas, de repente, viu que ela portava o Escapulário do Carmo. — Não, senhores, não — exclamou ele. Esta mulher não pode estar morta, pois leva o Escapulário, e nenhum suicida logra morrer, mesmo que se empenhe, quando traz consigo esse valioso auxílio.
Começou então a fazer massagens no corpo inanimado, mas tudo inútil. Pediu que trouxessem dois bastões e fossem batendo levemente no estômago da falecida, enquanto observava se havia qualquer reação. Nenhum sinal de vida. O Dr. Récamier, no entanto, recusava-se a dar-se por vencido, confiando no poder do Escapulário.
Passada uma hora desse tratamento, ilumina-se-lhe o rosto, uma lágrima rola, e ele exclama: — Começa a voltar a vida a este corpo! Bem que eu dizia: Nossa Senhora do Carmo não podia deixar morrer assim quem portava seu escapulário!
Confusos, atônitos, espantados, os circunstantes entreolhavam-se sem entender nada, pois todos tinham perdido qualquer esperança. Finalmente, a que julgavam morta foi se recuperando, até depois alcançar perfeita saúde. Para expiar seu tremendo pecado, entrou em religião, bendizendo todos os dias de sua vida aquele Escapulário que a salvara da perdição eterna[1].
[1] El Siglo Futuro, Madrid, 15 de julio de 1929. Apud ENCICLOPEDIA DEL ESCAPULARIO, pp. 196-198.
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SOLIMEO, Plinio Maria. A grande promessa de salvação: O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. São Paulo: Artpress, 2006, p. 13-15.

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