Maternidade de Nossa Senhora – 11 de Outubro (Rito Tridentino)

Virgem Maria Mãe de DeusA festa da Maternidade de Maria foi estabelecida por Pio XI em 1931, por ocasião do 15º centenário do Concílio de Éfeso em que o Dogma da Maternidade foi proclamado. Maria é Mãe de Jesus, porque lhe deu o corpo e o sangue. O Filho de Deus, porque incarnou verdadeiramente dEla, é seu Filho. Exortando-nos a venerar assim a Mãe do Salvador, a Santa Igreja quer despertar em nós sentimentos de amor filial para com Aquela que se tornou, na vida da graça, nossa verdadeira mãe por nos ter dado o Autor da vida. Todos nós, que vivemos unidos com Jesus Cristo e fazemos parte do seu corpo místico, saímos do sio de Maria como corpo unido com a cabeça. É Mãe de todos nós, Mãe espiritual, mas verdadeiramente Mãe dos membros de Cristo (Pio X, encíclica Ad diem illum).
 
Primeiras Vésperas
 
Ant. — Ditosa és tu, Virgem Maria, que trouxeste no teu seio o Criador do universo.
2. Deste à luz Aquele que Te criou, sem perderes por isso a virgindade.
3. Porque era humilde, agradei ao Altíssimo e gerei nas minhas entranhas o Homem Deus.
4. Tu és a filha bendita do Senhor, porque foi por Ti que partilhamos do fruto da vida.
5. As filhas de Sião viram-na e chamaram-na ditosa, e as rainhas louvaram-na.
 
Capítula. — Aquele que Me criou descansou no meu tabernáculo, e disse-Me: Habita em Jacob e lança raízes entre os meus escolhidos.
 
 
V. Bendita sois entre as mulheres.
R. E bendito o fruto do vosso ventre.
 
Ant. de Magnificat. — Celebremos com alegria a Maternidade de Maria sempre Virgem.
 
MISSA. — Introito, Isaías 7, 14.
 
Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho e o nome dEle será Emanuel. Sl. Cantai so Senhor um cântico novo, porque Ele fez coisas admiráveis. V. Glória ao Pai.
 
Oração. — Ó Deus, que pela anunciação do Anjo quisestes que o Vosso Filho incarnasse no seio da Virgem Maria, fazei que, confessando-A verdadeiramente por Mãe de Deus, mereçamos junto de Vós o auxílio da sua intercessão. Pelo mesmo Nosso Senhor.
 
Gradual (Is 11, 1-2). — Da raiz de Gessé rebentará uma vara e dessa vara brotará uma flor. V. E o Espírito do Senhor repousará sobre ela.
 
Aleluia, aleluia. V. Virgem, Mãe de Deus, Aquele que não cabe no mundo inteiro, encerrou-se no Teu ventre, fazendo-se homem, aleluia.
 
Continuação do S. Evangelho segundo S. Lucas (2, 43-51). Naquele tempo: Quando voltaram, ficou o Menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais advertissem. E, julgando que Ele fosse na comitiva caminharam durante um dia, e depois procuravam-nO entre os parentes e conhecidos. E, não O encontrando, voltaram a Jerusalém em busca dEle. E aconteceu que, três dias depois, O encontraram no templo sentado no meio dos doutores, interrogando-os e ouvindo-os. E todos os que ouviam estavam maravilhados da sua sabedoria e das suas respostas. E, quando O viram admiraram-se. E Sua Mãe disse-Lhe: Filho, por que procedeste assim conosco? Eis que Teu pai e Eu Te procurávamos cheios de aflição. E ele disse-Lhe: Para que Me buscáveis? Não sabíeis que devo ocupar-Me nas coisas de Meu Pai? E eles não entenderam o que lhes disse. E desceu com eles, e veio para Nazaré, e era-lhes sumisso. — Credo.
 
Ofertório (Mt 1, 18).Estando Maria, Sua Mãe, desposada com José, achou-se que concebera do Espírito Santo.
 
Secreta. — Que a Vossa misericórdia, Senhor, e a intercessão da bem-aventurada Maria sempre Virgem, Mãe do Vosso Filho Unigênito, nos conciliem para a eternidade e para o tempo a prosperidade e a paz. Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Comunhão. — Ditosas são as entranhas da Virgem Maria, porque trouxeram o Filho do Pai Eterno.
 
Depois da Comunhão.  — Fazei, Senhor, que esta comunhão nos purifique dos nossos crimes e que, por intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, nos torne participantes da Vossa redenção. Pelo mesmo Nosso Senhor.
 
Segundas Vésperas
 
Ant. de Magnificat. — A Tua Maternidade, ó Mãe de Deus, foi um pregão de alegria para o mundo inteiro. Porque deste à luz o Sol da justiça, Cristo, o nosso Deus.
 
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Missal Quotidiano e Vesperal: por Dom Gaspar Lefebvre. Bruges, 1951, p. 1671-1674.
 
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