Sete Dores de Nossa Senhora (15 de Setembro)
Celebrada já no século XVII com grande solenidade pelos servitas, a festa das Sete Dores de Maria só em 1817 foi estendida à Igreja universal, em memória dos sofrimentos que a Santa Igreja padecera na pessoa do Pontífice exilado e detido e depois restituído à liberdade por intercessão da Senhora.
Pio X elevou-a em 1908 à categoria de 2ª classe e em 1912 fixou-a a 15 de Setembro, oitava da Natividade. Assim como a festa das Sete Dores no Tempo da Paixão nos lembra a parte que Maria teve no sacrifício de Jesus, esta no Tempo depois de Pentecostes diz-nos da compaixão que a Mãe do Salvador sente para com a Igreja, esposa de Jesus e com Ele crucificada, e cuja devoção às dores de Maria aumenta nos tempos calamitosos que atravessa.
1ªs Vésperas:Antífona 1: Para onde foi o teu amado, ó mais formosa das mulheres? Para onde se retirou, que iremos procurá-Lo contigo?Antífona 2: Afastai-vos de mim. Quero chorar a minha dor amarga. Não vos deis o trabalho de me consolar.Antífona 3: Já não tem formosura nem beleza. Vimo-Lo e não parecia ele.Antífona 4: Desde a planta dos pés até à cabeça não há nele lugar sem ferida.Antífona 5: Reanimai-me com flores e fortificai-me com frutos, porque elanguesço de amor.Capítula (Lam 2, 13): A que te hei de comparar, a quem te hei de assemelhar, ó filha de Jerusalém? A quem te poderei igualar para consolar-te, ó virgem filha de Sião? A tua dor é grande como o Oceano.2ªs Vésperas:Antífona de Magnificat (Job 16, 8 e 16): Estou oprimida pela dor. Tenho o rosto entumecido pelo pranto e os olhos escurecidos de chorar.
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[1] Introito, Graduale, Sequentia, Alleluia, Evangelii.
[2] Secreta.
[3] Sequentia.
[4] Communio.
Missal Quotidiano e Vesperal: por Dom Gaspar Lefebvre. Bruges, 1951, p.1617-1620.
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